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Todos os anos, a 21 de Março, celebramos o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, proclamada em 1966 na sequência do massacre de Sharpsville, na África do Sul. Tantas coisas mudaram nos últimos quarenta anos, e apesar de terem sido alcançados numerosos progressos, o racismo e a discriminação permanecem problemas cruciais do mundo actual que minam os esforços planetários em prol da paz, da justiça e do desenvolvimento. Milhões de homens e de mulheres continuam a sofrer – e por vezes a morrer – por causa da sua cor de pele, da sua pertença étnica, da sua religião ou da sua condição social. Este dia marca um apelo à acção para pôr um ponto final nesta situação intolerável.
Todos os anos, a 21 de Março, celebramos o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, proclamada em 1966 na sequência do massacre de Sharpsville, na África do Sul. Tantas coisas mudaram nos últimos quarenta anos, e apesar de terem sido alcançados numerosos progressos, o racismo e a discriminação permanecem problemas cruciais do mundo actual que minam os esforços planetários em prol da paz, da justiça e do desenvolvimento. Milhões de homens e de mulheres continuam a sofrer – e por vezes a morrer – por causa da sua cor de pele, da sua pertença étnica, da sua religião ou da sua condição social. Este dia marca um apelo à acção para pôr um ponto final nesta situação intolerável.
Este ano, o nosso trabalho assume um significado muito particular com as celebrações do 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Por esta ocasião, as Nações Unidas escolheram o lema «dignidade e justiça para todos». Esta data deve lembrar que os direitos humanos e as liberdades fundamentais são de todos, sem qualquer tipo de distinção.
Aproveitemos a ocasião que esta celebração conjunta nos proporciona para redobrarmos esforços com vista a eliminarmos a discriminação racial sob todas as suas formas. Trabalhemos juntos para por um termo à violência de carácter racista que destrói tantas vidas e afecta tantas comunidades, muitas vezes as mais pobres e as mais vulneráveis. E sobretudo, erradiquemos a ignorância e os preconceitos que alimentam a violência e a opressão.
O papel da educação de qualidade é vital. A UNESCO nunca deixou de sublinhar a importância da educação na luta contra os estereótipos e no desenvolvimento de uma compreensão e de um respeito mútuos. Os materiais de aprendizagem de qualidade e as abordagens pedagógicas que promovem a coesão social e o respeito pelos direitos humanos constituem as armas mais poderosas no combate contra a discriminação. O desporto e a educação física devem oferecer um quadro propício à promoção eficaz do diálogo, da tolerância e da compreensão mútua, em particular entre os jovens.
Mas a mudança das mentalidades e dos comportamentos pressupõem também a adopção de estratégias novas e audaciosas que incentivam a participação de todos os actores da sociedade. Foi nesta óptica que a UNESCO lançou um vasto projecto de coalição internacional de cidades contra o racismo e a discriminação, para aproximar os parceiros públicos e privados em torno de problemas concretos da sociedade.
Neste dia, comprometamo-nos a intensificar os nossos esforços para erradicar a discriminação racial e permitir que todos exerçam o seu direito de viver na dignidade e na paz.
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